Neuroestimulação – Procedimentos

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Tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana

A Estimulação Magnética Transcraniana - EMTr - é uma técnica de estimulação cerebral moderna e não invasiva indicada para o tratamento de diversas condições médicas, principalmente, doenças psiquiátricas como a depressão e doenças neurológicas. A EMTr foi aprovada para o tratamento da depressão pelo FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos da América e, em 2007, foi aprovada no Brasil pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Atualmente, vários centros oferecem esse tratamento no Brasil e no mundo.

Procedimento

A Estimulação Magnética Transcraniana é feita por meio de pulsos magnéticos repetidos que estimulam ou inibem áreas cerebrais específicas. As sessões são diárias e duram cerca de 20 a 30 minutos. O paciente fica o tempo todo acordado e não precisa ser anestesiado. O tratamento é bastante seguro e apresenta baixo risco de efeitos colaterais. O número de sessões é definido de acordo com o estado de saúde de cada paciente. Há também a possibilidade de realizar tratamento de manutenção. A clínica Mangabeiras tem como objetivo fornecer tratamento de excelência na área da psiquiatria, e, em especial, em estimulação cerebral. Seu corpo clínico é composto por psiquiatras especializados na área e com formação em um dos principais centros de treinamento de estimulação magnética transcraniana do mundo, o Instituto Berenson-Allen Center, da Universidade de Harvard - EUA.

Indicações

O tratamento por meio da EMTr é aprovado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) para o tratamento de:
1. Transtorno depressivo maior;
2. alucinação auditiva refratária;
3. Transtorno obsessivo- compulsivo.

Outras patologias com potencial uso benéfico da técnica:
1. Transtorno de estresse pós-traumático;
2. dependência química;
3. zumbido;
4. dor crônica (nível A de evidência);
5. doença de Parkinson e outras doenças motoras.

Agende uma consulta

Se você quer saber mais sobre os tratamentos da Clínica Mangabeiras ou quer ser avaliado por um de nossos especialistas, entre em contato conosco através do telefone (031) 3225-4622 ou (031) 99727-0880 Dr. Renato Ferreira Araújo.

Ref.:

1. Lefaucheur et al. Clinical Neurophysiology 125 (2014) 2150-2206
2. http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2013/2057_2013.pdf

Eletroconvulsoterapia

O serviço de Eletroconvulsoterapia (ECT) da Clínica Mangabeiras busca oferecer um tratamento de excelência e individualizado, proporcionando o que há de mais moderno em relação á técnica, aparelhagem e cuidado em ECT para seus pacientes e familiares.

Histórico

Até 1930, havia limitadas opções de tratamentos psiquiátricos disponíveis. A psicoterapia (principalmente, a psicanálise) era o principal método de tratamento para pacientes com transtornos psiquiátricos leves; mas para casos mais graves e severos, que necessitavam de internação, não havia tratamentos efetivos. Somente em 1934, o psiquiatra Ladislas Joseph Von Meduna conduziu os primeiros tratamentos de pacientes esquizofrênicos por meio da convulsoterapia com relativo sucesso. Ele utilizava métodos farmacológicos para produzir uma convulsão. Esse método (indução farmacológica de convulsão) foi abandonado por causar diversos efeitos indesejáveis, além da difícil aplicação.

Em 1937, na Itália, Ugo Cerletti e Lucio Bini realizaram o primeiro tratamento convulsivo induzido por eletricidade. Eles observaram que, além de mais eficaz, a Eletroconvulsoterapia (ECT) possuía menos efeitos adversos, ganhando grande disseminação em todo o mundo.

A partir da década de 50, com o surgimento dos psicofármacos, uma alternativa mais simples e segura de tratamento, o uso da ECT começou a decair. Além disso, o tratamento começou a ser objeto de propaganda negativa na mídia e no cinema. A imagem sensacionalista da ECT como um tratamento desumano e cruel pode ser bem demonstrada no filme "Um estranho no Ninho" (One Flew Over the Cucoo's Nest) e no filme "Bicho de Sete Cabeças", que coloca a ECT como um "método de tortura" e de "controle comportamental" usado por psiquiatras. Porém, a despeito da propaganda negativa, a ECT continua sendo reconhecida pela comunidade médica como um tratamento comprovadamente eficaz e que pode salvar vidas em pacientes cujos outros tratamentos tiveram pouco ou nenhum efeito. Além disso, a técnica de administração da ECT tem pouca semelhança com a utilizada nos primórdios do tratamento. As principais inovações incluem o uso de anestesia, a oxigenação, o relaxamento muscular, a monitorização e a individualização da carga e posicionamento dos eletrodos. Essas inovações, com base em extensas pesquisas conduzidas nos últimos anos, têm servido para fazer este tratamento mais eficaz, seguro e com menos efeitos colaterias para os pacientes que o recebem. Elas também pavimentaram o caminho para o desenvolvimento de outras técnicas de estimulação cerebral como a estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr) e estimulação elétrica transcraniana (Etcc).

Como funciona

A Eletroconvulsoterapia é uma técnica de estimulação cerebral não invasiva na qual dois eletrodos são colocados em regiões específicas da cabeça liberando uma energia elétrica que visa induzir uma crise convulsiva controlada no paciente. Para ser submetido ao tratamento, é realizada uma anestesia endovenosa associada a um bloqueador neuromuscular que evita contrações musculares provocadas pela convulsão. Durante todo o procedimento o paciente é assistido pelo médico anestesiologista, que cuidará da oxigenação e monitora suas funções cardiorrespiratórias.

Com a evolução dos novos aparelhos de ECT, é possível individualizar cada tratamento, dando o mínimo de energia necessária e diminuindo os efeitos colaterais sobre a memória. O tratamento é realizado usualmente pela manhã, estando o paciente em jejum absoluto. São realizadas, em media, 2 a 3 sessões por semana num curso agudo de tratamento. O número total de sessões pode variar muito, de paciente para paciente, não havendo um número máximo de sessões que o paciente possa ser submetido.

Indicações

O tratamento é indicado em diversos quadros neuropsiquiátricos como: depressão refratária, transtorno bipolar (mania e depressão), catatonia, esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo, síndrome neuroléptica maligna, epilepsia refratária e doença de Parkinson. Além disso, a ECT é indicada em situações clínicas nas quais o risco à vida é iminente, como em quadros depressivos graves e em situações clínicas especiais (exemplos: gestação e nas alterações do comportamento associadas a condições neuropsiquiátricas, como na demência ou no retardo mental).

Antes de realizar o procedimento, o paciente deve passar por uma avaliação psiquiátrica para assegurar a correta indicação do procedimento.

  

Para mais informações e agendamento de uma avaliação, entre em contato no telefone:

(31) 3225-4622

Mitos sobre a ECT

1. A ECT provocaria dano cerebral ("queimaria neurônios").

2. A ECT funcionaria apagando a memória do paciente ("limpando o Winchester").

As duas afirmativas não são verdadeiras. A ECT não provoca nenhum tipo de lesão cerebral, pelo contrário, um dos principais efeitos da ECT é promover a estimulação neuronal através do aumento de neuropeptídios, como o BDNF (Brain Derivated Neurotrofic Factor), induzindo crescimento e plasticidade neuronal em diversas áreas do cérebro que estão fortemente relacionadas com os transtornos psiquiátricos. Também se sabe que a amnésia que ocorre durante o tratamento não é consequência de algum tipo de dano cerebral, mas sim de uma alteração funcional transitória de regiões responsáveis pela memoria (ex.: hipocampo) e que, a resposta ao tratamento não está relacionada com "perda de memória".

Como encaminhar um paciente para o tratamento

Para a realização do tratamento é necessário que o paciente agende uma consulta pré-ECT. A consulta será realizada por um psiquiatra da equipe de ECT da Clínica Mangabeiras, que avaliará a indicação do procedimento e as condições clinicas do paciente para ser submetido ao mesmo. A consulta também serve para orientar e esclarecer as dúvidas dos pacientes e familiares sobre o tratamento. Durante todo o curso do tratamento, o paciente deverá continuar sendo acompanhado pelo seu médico assistente responsável pelo encaminhamento.

A equipe de ECT da Clínica Mangabeiras tem vasta experiência profissional com formação nos principais centros de treinamento e pesquisa na área de Eletroconvulsoterapia (University of Columbia - EUA) oferecendo o que há de mais moderno e atual nesse tratamento.

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Se você quer saber mais sobre os tratamentos da Clínica Mangabeiras ou quer ser avaliado por um de nossos especialistas, entre em contato conosco através do telefone (31) 3225-4622.

 

Saiba mais sobre o ECT

Reportagem sobre Eletroconvulsoterapia do médico Dr. Dráuzio Varela
Site da Sociedade Internacional de Eletroconvulsoterapia (site em língua inglesa)
Série de reportagem sobre Depressão exibida no Fantástico
Canal da Psiquiatria - Associação Brasileira de Psiquiatria

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